Estilo
Deficiência que faz com que um autor só consiga escrever como pode.
Deficiência que faz com que um autor só consiga escrever como pode.
Mário Quintana em Caderno H
Não sei se vocês percebem, mas sou meio que lacônico. Tenho mania de escrever o mínimo possível e transmitir uma idéia direta. Ou nem tão direta, mas que seja útil, prática ou inteligente. Claro: qualquer texto bem escrito é o mais econômico possível nas palavras e constrói uma idéia de modo organizado.
O problema é que o que escrevo é por demais lacônico. Só uma palhinha: "Love is the truth, (unfortunatelly) hate is the reality". Putz! Quanta brevidade em uma frase, quanta profundidade e por isso mesmo quanta breguice.
Uma forma inteligente de contornar isso é escrever haikais. Por trás de uma estrutura literária conhecida justifico minha falta de jeito com a abundância de palavras e passo meu recado. O interessante dos haikais é são feitos justamente para que o leitor procure um sentido para aquelas poucas palavras lidas. Eu gostaria que o leitor fizesse o mesmo ao ler coisas "love is the truth...". Mas o leitor não tem prévio aviso disso, para minha infelicidade literária.
Um consolo que me resta é que mesmo a laconicidade tem seu lugar no meio literário. Quem leu "Caderno H" do Quintana, pode se certificar disso.

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