quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

FUNAI

A Funcação Nacional do Índio está sempre trabalhando para manter a "pureza cultural" dos povos pré-colombianos... o problema é que quem trabalha para manter essa pureza não são indígenas!
O Brasil tem mais de 200 nações indígenas, com línguas e costumes diversos. Cá para nós: é possível mesmo ter uma equipe com conhecimento de causa para administrar tudo isso? Inclusive para determinar se um grupo religioso deve ou não se inserir em alguma aldeia?
Eu sou um cidadão "comum". Ninguém me pergunta se quero igrejas, terreiros de macumba, templos de irradiação mental, etc. em minha rua. Ninguém me pergunta se isso faz parte da minha cultura. Por isso, tudo está "liberado", pois fazem parte da sociedade como um todo essas manifestações cultuais. Mas os índios, coitadinhos, tão injustiçadinhos por nós os branquinhos (nós?! brancos?!) têm que ter alguém que zele por sua "pureza" cultural. Aff!

Confiram a reportagem no link da reportagem do Globo Rural

Não pretendo questionar o desejo das aldeias de Panambi e Panambizinho, apresentadas na reportagem. É um direito daquelas sociedades aceitar ou não a presença de outras influências culturais ali. Mas a Funai estender a decisão da remoção de outras religiões em outras aldeias de Dourados é simplesmente arbitrária. Ah! sim, a "decisão da Funai foi baseada em uma norma que orienta a preservação da cultura indígena". A cultura indígena é a única que possui norma para que fique engessada.

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